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Esta página visa divulgar os trabalhos da ONG REPARE (Rede Permanente de Assistência ao Recluso(a) e ao Egresso(a).
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Defensoria Pública e ONG promovem palestras para albergados




         Na noite do dia 23 de Janeiro, a REPARE (Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso), presidida pelo Defensor Público Marcos Rondon Silva, promoveu mais uma palestra de uma série que teve início no mês de Março de 2012.
           
            A REPARE é uma organização não governamental que tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional.
           
            Com o intuito de proporcionar informações a respeito de diversos assuntos, a Casa do Albergado de Várzea Grande tem recebido palestrantes de todas as áreas. O dr. Juliano Philippi, médico imunologista esteve no local para falar sobre Doenças sexualmente transmissíveis.

            Segundo a Organização Mundial de Saúde estima-se que são diagnosticadas no Brasil a cada ano 4.400.000 novos casos de doenças sexualmente transmissíveis. O médico falou como essas doenças podem ser evitadas e como devem ser tratadas.

             A casa três palestras assistidas o albergado pode diminuir um dia na sua pena, explica a Defensora Pública Tânia Regina de Matos, membro da REPARE e coordenadora do projeto.  

                                   

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Albergados recebem palestram sobre Mediação



         Na noite desta terça feira, 15, os albergados que cumprem pena no regime semiaberto em Várzea Grande foram contemplados com uma palestra cujo tema foi: “Mediação - Uma maneira eficaz de resolver conflitos”.

            Proferida pela dra. Juliana de Lucca Crudo Philippi,  Defensora Pública e especialista no assunto, a palestra serviu para sanar dúvidas a respeito de divórcio, conflitos familiares e de vizinhança.

            “Mediação é uma forma eficaz de resolver conflitos que muitas vezes se arrastam por anos”, explicou a dra. Juliana. “Muitas vezes as pessoas envolvidas no conflito não consegue mais estabelecer um diálogo com a outra parte, aí, entra em ação uma terceira pessoa estranha a essa relação conflituosa, que é o mediador”, completa a palestrante.

            O projeto de levar palestras aos albergados é da REPARE (Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso), uma organização não governamental que tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional.

            Além de cumprir o que dispõe a lei de execução penal, que é reeducar os albergados, a cada três palestras assistidas, os apenados ganham um dia de remição na sua pena.

            A dra. Juliana lembrou que o núcleo de Várzea Grande mensalmente promove um mutirão para realizar mediações. Toda a última sexta feira do mês o atendimento do núcleo da Defensoria Pública do município é voltado para o assunto, colocando assim término em conflitos de diversas naturezas.

            Quem desejar agendar um atendimento para mediação deve ligar no telefone: 3682-6320 ou 3682-0386 e pedi informações.

           
           

domingo, 20 de janeiro de 2013

IGUAIS ODIANDO IGUAIS

Pretendia
seguir hoje
com o
segundo artigo
sobre “A
controvertida
ferrovia”. Porém, diante de um fato que
assisti na quarta-feira, julguei oportuno
comentar o assunto, antes que ele esfrie na
fraquíssima memória popular. Na quarta-
feira, saí de casa às 14 horas para ir ao
banco. Na esquina de minha casa com a
avenida Carmindo de Campos deparei-me
com um intenso tiroteio entre policiais e um
sujeito de capacete que corria na minha
direção. Foi alvejado nas costas. Os policiais
militares o algemaram a ponta-pés e o
colocaram na viatura.
Segui adiante e vi no estacionamento do
supermercado Modelo uma van branca, que
os dois tentaram assaltar, rodeada de pessoas
e um motoqueiro baleado no chão, sangrando
nos estertores da morte. Do lado, a moto em
que ambos estavam. Este foi o fato. De
repente 10 viaturas e uns 40 policiais
tomaram conta do espaço, e mais tarde uma
ambulância do Samu. Um auê!
Isso é rotina e por si só não justificaria
que escrevesse um artigo a respeito. O que
chamou a minha atenção foi o imenso apoio
de toda aquela gente aos policiais, palmas e
cumprimentos, além de gritos como “muito
bem”, “bem feito”, “menos dois”, “parabéns
policiais”, etc. Isso me impressionou, porque
a maioria era gente trabalhadora que
provavelmente mora nos mesmos bairros dos
assaltantes. O que se viu ali foi ódio e uma
sensação de justiça feita contra gente fora do
padrão de honestidade social. Percebi muito
ódio dentro da sociedade.
Fiz questão de olhar pra cara dos dois
assaltantes. Ambos, moços. Soube depois que
tinham 28 e 31 anos. Ouvi comentários no
estacionamento e na fila do banco. Apoio total
à morte dos dois assaltantes pelo que ela
representou como justiça. Ficou claro que
aquelas pessoas detestam semelhantes como
aqueles, a maioria seus iguais: moram nos
mesmos bairros, são classe trabalhadora, em
nada diferentes daqueles dois baleados. A
diferença mesmo, apenas a conduta ruim
deles.
Olhei o que estava dentro da viatura
policial baleado e algemado debaixo de um
solão da tarde. Cara de apavorado. Não era
para menos. Aambulância demorou muito, e
ele lá. Foi muito xingado pelas pessoas que o
olhavam. Pensei sobre a vida dele. Aos 28
anos, deve ter abandonado a escola pública lá
pelos 12 e caiu na rua, levado pelo próprio
ambiente e sem apoio da família
desestruturada. Na escola não ficou e isso não
incomodou a ninguém. Foi preso uma
primeira vez, solto, conheceu o ambiente de
delegacia policial, depois a prisão juvenil, o
tal de Pomeri, uma excelente escola de
aprimoramento para o crime.
De lá, saiu e continuou a assaltar,
traficar e Deus sabe o que mais. Foi para
penitenciária concluir a pós-graduação depois
do Pomeri. Saiu sabendo usar armas, a se
organizar para atuar no crime. Viveu
certamente uns 16 anos nessa vida até ser
parado por uma bala nas costas. Se não
morrer, vai sair da prisão e voltar à mesma
vida criminosa. Passaram-se os 16 anos desde
que abandonou a escola e caiu na rua. Nesse
tempo, ninguém preocupou-se a dar-lhe uma
formação e um rumo decente na vida, apesar
de ter passado pela escola pública, pela
delegacial policial, pela prisão juvenil e
depois pela penitenciária. Aquele moço
baleado é um produto construído pelo sistema
público frio, ineficaz, indiferente e cruel.
De tudo, acho que o mais doloroso foi
ver pessoas xingando um sujeito algemado,
baleado dentro de uma viatura policial, com
cara de apavorado. E semelhantes odiando um
semelhante, assim como cuspindo
xingamentos com o outro morto no asfalto.
Iguais odiando iguais!
ONOFRE RIBEIRO É JORNALISTA EM MATO GROSSO
ONOFRERIBEIRO@TERRA.COM.BR

sábado, 22 de dezembro de 2012

FESTA DE NATAL PARA FILHOS DO CAPÃO

Capão Grande é um bairro de Várzea Grande, MT. Lá está estabelecida a Cadeia Pública do Capão. Este ano a REPARE em parceria com a Rádio Estação VG resolveram realizar uma festa de Natal para os filhos dos presos do Capão.
Assim, na data de 15 de Dezembro das 17h00 às 20h00 uma comemoração foi feita no pátio da Defensoria Pública de Várzea Grande.
Idealizada inicialmente para atender essa plateia, o resultado não foi como esperado. Alguns filhos de presos acompanhados de suas mães compareceram, mas o público maior foi de crianças da redondeza, filhos de funcionários da Defensoria e do sistema prisional.
Foram entregues kits com material escolar e um brinquedo para cada criança. A FUNAC (Fundação Nova Chance) e o SINDEP( Sindicato de Defensores Públicos) fizeram a maior parte dessas doações.
Salgados, cachorro quentes e refrigerantes foram distribuídos. Uma estrutura com 3 camas elásticas, castelinho de bolinhas e som foi montada pela Rádio Estação VG. Recreadores fizeram gincana com as crianças que brincaram de vivo ou morto, mimica, dança das cadeiras e competição de bambolês. As mamães e até vovós participaram e foram premiadas!
Bom, a REPARE, Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso coordenou o evento, mas se não fossem os parceiros, a festa não teria sido tão bonita. A REPARE agradece a todos os parceiros!
Feliz Natal. 
Uma boa virada de ano. Que 2013 seja melhor para o mundo.
E que Deus abençoe a todos, fazendo a paz de Jesus Cristo renascer em nossos corações!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Várzea Grande: Filhos de presos ganharão festa de Natal e presentes

  No próximo sábado (15), a Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso (Repare) promove uma festa natalina para os filhos dos presos da cadeia pública do Capão Grande, em Várzea Grande.

Brinquedos e materiais serão distribuídos às criançasA ação atenderá 62 crianças, de 0 a 12 anos, e será realizada no pátio do núcleo da Defensoria Pública de Mato Grosso naquela comarca. As crianças em idade escolar receberão kit de material e brinquedo.
A assistente social da cadeia, Jane Medeiros, sugeriu que a festa fosse realizada num local alheio ao recinto, para evitar que as crianças ficassem com a percepção de que presídio é um lugar bacana.
A Funac (Fundação Nova Chance), a Associação Comunitária de Comunicação Varzeagrandense e o Sindicato de Defensores Públicos de Mato Grosso são entidades parceiras que, juntamente com a Repare, custearão o festejo que contará com refrigerantes, cachorro quente, pipoca, picolés e outros atrativos.
Todos os anos, os defensores públicos de Várzea Grande recolhem cartas dos filhos dos assistidos (clientes da Defensoria) contendo pedidos para o Papai Noel. "Depois de lidas, escolhemos algumas e as atendemos. No ano passado doamos três bicicletas, um vídeo game e diversos outros presentes", explica a defensora pública Tânia Regina de Matos, membro da Repare. "Este ano a Associação Comunitária de Comunicação Varzeagrandense nos procurou e decidimos fazer uma festa em conjunto para os filhos dos presos da cadeia pública de Várzea Grande, surgindo assim a campanha 'Filhos do Capão'", completa.
"Após 10 anos como assistente social do Sistema Penitenciário vejo que a estigmatização dos presidiários estende à sua família e, muitas vezes, até nós que trabalhamos com eles. Com o Natal chegando, despertamos para uma reflexão: estaríamos discriminando as famílias dos presidiários ao deixarem de fora dessas comemorações? É necessário que a sociedade saiba que as crianças não devem nunca ser estigmatizadas pelos erros cometidos pelos seus pais", pondera Jane Medeiros.
A assistente social ainda enfatiza que "graças a Deus encontramos pessoas para mudar e fazer história, os filhos/as dos presidiários serão lembrados através da Repare e dos parceiros que se empenharam em organizar uma festividade para estas crianças".
"A campanha Filhos do Capão é uma maneira de toda a sociedade contribuir para a ressocialização do apenado, uma vez que demonstra claramente a preocupação da comunidade em suprir a falta que os pais fazem num momento tão especial quanto a das festas natalinas, inclusive com a distribuição de presentes que, todos sabemos, tem um significado bastante importante para qualquer criança na época de natal. A Repare se sente orgulhosa de participar de mais essa iniciativa. Eu, pessoalmente, como pai de família, cidadão e Defensor Público, sinto-me bastante feliz em poder colaborar," comemora o defensor público Marcos Rondon Silva, presidente da Repare.
Rede
A Repare é uma organização não governamental que tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional e neste ano resolveu organizar uma comemoração para as crianças que passarão o natal longe de seus pais.
Desde que foi criada, em julho de 2010, a entidade tem desenvolvido vários projetos como apresentação contínua de palestras para albergados de Várzea Grande, custeio de escola particular para filhos(as) de presos(as), convênio com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que absorve mão de obra de presas do regime fechado, entre outras ações.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Albergados participam de palestra sobre a importância da atividade física


Os albergados, que cumprem pena no albergue masculino em Várzea Grande, receberam na noite da última segunda-feira (15), o educador José Luiz Conagin, que esteve no local para falar sobre a “Importância da atividade no cotidiano”.

Antecipadamente um questionário foi respondido pelos albergados a respeito da prática de atividade física, se há interesse em praticar, e se é portador de alguma enfermidade.

Durante a palestra o professor, que ministra aulas de educação física na rede privada do Município, explicou que várias doenças podem ser evitadas a partir da prática frequente de algum tipo de exercício físico, entre elas: hipertensão arterial, osteoporose e até mesmo as enfermidades laborais decorrentes do esforço repetitivo.

As palestras proferidas no albergue fazem parte de um projeto que vem sendo desenvolvido desde o mês de março pela Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso (Repare), organização não governamental que tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional. A finalidade é levar informações sobre diversas áreas do conhecimento aos que cumprem pena no albergue masculino de Várzea Grande.

O projeto vem ganhando adeptos e simpatizantes, tanto que o próprio professor palestrante se dispôs a frequentar o estabelecimento com intuito de monitorar atividades físicas e recreativas que os albergados tenham interesse em desenvolver. Tudo sem custo algum para o Estado e para os participantes.

Apoiado pelo juiz da execução penal, dr. Abel Balbino Guimarães, o projeto concede remição àqueles que assistem às palestras. A cada três palestras assistidas, é abatido um dia de pena.

Para a defensora pública Tânia Regina de Matos, que atua na vara de execução penal de Várzea Grande e coordena o projeto, os apenados precisam ser estimulados a desenvolver novos hábitos, se tornando assim, pessoais mais sociáveis. 

A direção do albergue oferece também outras atividades durante a semana: reuniões de alcoólicos anônimos e cultos religiosos, tudo com intuito de proporcionar a ressocialização dos condenados.




Cuiabá, 16 de outubro de 2012.



Assessoria de Imprensa
Defensoria Pública de Mato Grosso
Telefones: (65) 3613-3453 – 8444-7147


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO E DO TRABALHO PARA O PRESO É DISCUTIDO COM ALBERGADOS




Com o tema Cidadania, Direitos Humanos e Igualdade Racial o mestre em Ciências Políticas, Michelangelo Henrique Batista, professor substituto de Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso falou na noite desta terça-feira, 21 de Agosto, para os albergados de Várzea Grande sobre a importância do estudo e do trabalho para a reinserção social do condenado.

Implantado há cinco meses pela REPARE, Rede Permanente de Amparo ao Recluso e ao Egresso, o projeto tem por objetivo levar informações instrutivas aos que cumprem pena no regime semi aberto. Diversas palestras com os mais variados temas já foram ministradas desde o mês de março.

 A REPARE é uma organização não governamental sem fins lucrativos e foi fundada em 2007 por um grupo de servidores públicos federais, estaduais e profissionais liberais interessados em proporcionar uma nova chance àqueles que infringiram a lei.

Algumas ações já são destaques na mídia nacional como um convênio firmado com o Tribunal Regional do Trabalho, que absorve a mão de obra de cinco presas do regime fechado. As executandas trabalham na digitalização dos processos desde novembro do ano passado e recebem um salário mínimo pelo serviço.

Outra ação da REPARE foi intermediar duas bolsas de estudo para filhas de uma presa que cumpre pena por tráfico. As meninas terão seus estudos custeados em escola particular até o término do segundo grau.

Para o presidente da REPARE, dr. Marcos Rondon Silva, atual segundo Defensor Geral Público, aqueles que cometeram crimes uma vez ficam estigmatizados e precisam de uma nova chance, tanto é assim que o Conselho Nacional de Justiça tem incentivado ações como as da REPARE, ou seja, proporcionar meios aos reeducandos (as) para que eles não voltem a delinquir.

“Em nosso País o índice de reincidência é ainda muito alto porque são poucas as empresas que aceitam terem em seus quadros pessoas que já tenham passado pelo sistema prisional até porque entre contratar uma pessoa com ficha limpa e outro com ficha suja, o empresário vai sempre preferir o primeiro.” Diz a Defensora Pública Tânia Regina de Matos, que atua na vara de execução penal de Várzea Grande e coordena o projeto.

“A sociedade é implacável quando se trata de bandido pobre. Deveria ser assim com os políticos de ficha suja. O eleitor é muito condescendente com os bandidos ricos. Por isso não temos  políticas públicas efetivas em áreas  estratégicas como saúde, segurança pública e educação. Os pobres precisam recorrer aos serviços da Defensoria Pública para conseguir internar um ente querido numa UTI; para se ver ressarcido por excessos cometidos pelo aparelho repressor do Estado (caso Humaitá) e até para conseguir vaga numa creche ou escola.” Finalizou.