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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Albergados participam de palestra sobre a importância da atividade física


Os albergados, que cumprem pena no albergue masculino em Várzea Grande, receberam na noite da última segunda-feira (15), o educador José Luiz Conagin, que esteve no local para falar sobre a “Importância da atividade no cotidiano”.

Antecipadamente um questionário foi respondido pelos albergados a respeito da prática de atividade física, se há interesse em praticar, e se é portador de alguma enfermidade.

Durante a palestra o professor, que ministra aulas de educação física na rede privada do Município, explicou que várias doenças podem ser evitadas a partir da prática frequente de algum tipo de exercício físico, entre elas: hipertensão arterial, osteoporose e até mesmo as enfermidades laborais decorrentes do esforço repetitivo.

As palestras proferidas no albergue fazem parte de um projeto que vem sendo desenvolvido desde o mês de março pela Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso (Repare), organização não governamental que tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional. A finalidade é levar informações sobre diversas áreas do conhecimento aos que cumprem pena no albergue masculino de Várzea Grande.

O projeto vem ganhando adeptos e simpatizantes, tanto que o próprio professor palestrante se dispôs a frequentar o estabelecimento com intuito de monitorar atividades físicas e recreativas que os albergados tenham interesse em desenvolver. Tudo sem custo algum para o Estado e para os participantes.

Apoiado pelo juiz da execução penal, dr. Abel Balbino Guimarães, o projeto concede remição àqueles que assistem às palestras. A cada três palestras assistidas, é abatido um dia de pena.

Para a defensora pública Tânia Regina de Matos, que atua na vara de execução penal de Várzea Grande e coordena o projeto, os apenados precisam ser estimulados a desenvolver novos hábitos, se tornando assim, pessoais mais sociáveis. 

A direção do albergue oferece também outras atividades durante a semana: reuniões de alcoólicos anônimos e cultos religiosos, tudo com intuito de proporcionar a ressocialização dos condenados.




Cuiabá, 16 de outubro de 2012.



Assessoria de Imprensa
Defensoria Pública de Mato Grosso
Telefones: (65) 3613-3453 – 8444-7147


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO E DO TRABALHO PARA O PRESO É DISCUTIDO COM ALBERGADOS




Com o tema Cidadania, Direitos Humanos e Igualdade Racial o mestre em Ciências Políticas, Michelangelo Henrique Batista, professor substituto de Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso falou na noite desta terça-feira, 21 de Agosto, para os albergados de Várzea Grande sobre a importância do estudo e do trabalho para a reinserção social do condenado.

Implantado há cinco meses pela REPARE, Rede Permanente de Amparo ao Recluso e ao Egresso, o projeto tem por objetivo levar informações instrutivas aos que cumprem pena no regime semi aberto. Diversas palestras com os mais variados temas já foram ministradas desde o mês de março.

 A REPARE é uma organização não governamental sem fins lucrativos e foi fundada em 2007 por um grupo de servidores públicos federais, estaduais e profissionais liberais interessados em proporcionar uma nova chance àqueles que infringiram a lei.

Algumas ações já são destaques na mídia nacional como um convênio firmado com o Tribunal Regional do Trabalho, que absorve a mão de obra de cinco presas do regime fechado. As executandas trabalham na digitalização dos processos desde novembro do ano passado e recebem um salário mínimo pelo serviço.

Outra ação da REPARE foi intermediar duas bolsas de estudo para filhas de uma presa que cumpre pena por tráfico. As meninas terão seus estudos custeados em escola particular até o término do segundo grau.

Para o presidente da REPARE, dr. Marcos Rondon Silva, atual segundo Defensor Geral Público, aqueles que cometeram crimes uma vez ficam estigmatizados e precisam de uma nova chance, tanto é assim que o Conselho Nacional de Justiça tem incentivado ações como as da REPARE, ou seja, proporcionar meios aos reeducandos (as) para que eles não voltem a delinquir.

“Em nosso País o índice de reincidência é ainda muito alto porque são poucas as empresas que aceitam terem em seus quadros pessoas que já tenham passado pelo sistema prisional até porque entre contratar uma pessoa com ficha limpa e outro com ficha suja, o empresário vai sempre preferir o primeiro.” Diz a Defensora Pública Tânia Regina de Matos, que atua na vara de execução penal de Várzea Grande e coordena o projeto.

“A sociedade é implacável quando se trata de bandido pobre. Deveria ser assim com os políticos de ficha suja. O eleitor é muito condescendente com os bandidos ricos. Por isso não temos  políticas públicas efetivas em áreas  estratégicas como saúde, segurança pública e educação. Os pobres precisam recorrer aos serviços da Defensoria Pública para conseguir internar um ente querido numa UTI; para se ver ressarcido por excessos cometidos pelo aparelho repressor do Estado (caso Humaitá) e até para conseguir vaga numa creche ou escola.” Finalizou.   




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Alternativas penais e a atuação da psicologia são temas de palestra em albergue



Da Redação
Existem hoje no Brasil mais de 60 mil pessoas presas cumprindo penas inferiores a quatro anos por terem cometido crimes leves. Furto simples, por exemplo, é motivo de encarceramento de mais de 34 mil pessoas.
Nesse cenário, penas alternativas como prestação de serviços à comunidade, pagamento em dinheiro e cestas básicas ou, ainda, restrição de alguns direitos podem surgir como mecanismos de punição mais adequados e combatem, ao mesmo tempo, um problema grave: a superlotação de presídios no Brasil.
A alternativa penal possibilita, ainda, a oportunidade de o indivíduo não repetir o delito cometido. Faz parte do processo de punição alternativa o estímulo à reflexão sobre a prática ilícita, beneficiando, assim, também a família do infrator e toda a sociedade.
O Sistema Brasileiro de Penas e Medidas Alternativas foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das melhores práticas para redução da superlotação carcerária no mundo.
O Ministério da Justiça, por intermédio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), trabalha para fomentar a adoção de alternativas penais nos estados e municípios e ampliar a rede de instrumentos de efetivação das políticas.
Em dezembro de 2011, foi criada a Estratégia Nacional de Alternativas Penais (Enape), cujo objetivo é fomentar a política e a criação de estruturas de acompanhamento à execução das alternativas penais nos estados e municípios.
Esse foi um dos assuntos abordados por Dainir Feguri, psicóloga, que a convite da REPARE - Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso, organização não governamental cujo objetivo é chamar a atenção da sociedade civil para a questão prisional, esteve na casa do albergado na noite de desta quarta-feira (15/08) para proferir uma palestra.
Segundo o dr. Marcos Rondon Silva, presidente da REPARE e atual segundo subdefensor público-geral de Mato Grosso, o projeto, que teve início no mês de março deste ano, tem a finalidade de levar informações instrutivas aos que cumprem pena naquele estabelecimento.
A iniciativa é incentivada pelo juiz da execução penal dr. Abel Balbino Guimarães, que concede a remição àqueles que assistem as palestras. A cada três palestras assistidas, é abatido um dia de pena.
Para a defensora pública Tânia Regina de Matos, que atua na vara de execução de Várzea Grande, o projeto é bom para todos. “Ganha a sociedade, que terá de volta ao seu seio pessoas mais instruídas, ganha o apenado, pois, sabendo que obterá a remição procura não faltar no albergue”, enfatiza.

  

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Semana estadual de ressocialização proporciona cidadania a reeducandos

   
Visando estimular e promover discussões e ações em busca da reconstrução da cidadania do reeducando, será realizada entre os dias 27 e 31 de agosto a Semana da Ressocialização. O evento, que já se encontra na sexta edição, além de combater a discriminação aos detentos busca sensibilizar a sociedade sobre a importância de trabalhar a temática.
Aquelas pessoas que entram no mundo do crime muitas vezes desejam uma nova chance e sofrem pela falta de oportunidades. Por isso, o projeto busca contribuir para essa mudança na vida do reeducando, unindo esforços para que alternativas sejam oferecidas, com o intuito de que não voltem a reincidir no crime.
Em Várzea Grande-MT, o evento será realizado na Cadeia Pública Municipal. O primeiro dia (27) será voltado à saúde do presidiário, com palestras educativas, coleta de sangue, exame de diabetes entre outros.
O dia 28 terá como foco os direitos do cidadão. Na ocasião serão ministradas palestras sobre a lei Maria da Penha e prevenção de vícios. A defensora pública Tânia Regina de Matos proferirá palestra a respeito da remição de pena na reforma de Lei de Execução Penal.
Na quarta-feira (29) será realizado o "dia da cidadania", oportunidade onde os reeducandos terão acesso à confecção de documentos como identidade, carteira de trabalho e certidões de nascimento e casamento. A programação, que se estende até o dia 31, contará com diversas outras atividades e benefícios para os detentos.
"Ressocializar é proporcionar ao detento a conversão ao convívio em sociedade, de forma harmoniosa. É dar uma nova chance àqueles que buscam uma nova oportunidade, evitando, assim, que voltem a cometer crimes", afirma Dra. Tânia Regina de Matos.
Ressocialização
No ano de 2007 foi sancionada em Mato Grosso a lei n° 8.705, estabelecendo o dia 26 de agosto como o dia estadual da ressocialização. A data foi escolhida em homenagem a Madre Teresa de Calcutá por representar o dia do seu nascimento. A religiosa, considerada a mais expressiva missionária do século XX, tinha entre suas prioridades a ajuda aos mais pobres e aos discriminados, de todo e qualquer tipo de preconceito social.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

NARCÓTICOS ANÔNIMOS VISITA ALBERGUE



NA (Narcóticos Anônimos) é uma irmandade mundial, sem fins lucrativos, ativa em mais de 130 países, onde as pessoas se reúnem para praticar um programa de total abstinência de todas as drogas.  

Levar a mensagem ao adicto (dependente) que ainda sofre é o primordial propósito da entidade. Unidos por um problema comum: a adicção, os frequentadores conseguem manter a doença controlada.

Após a prisão de três albergados acusados de tráfico e da autuação de mais seis executandos que portavam entorpecentes no último final de semana, alguns integrantes do grupo Narcóticos Anônimos, fizeram uma visita nesta quarta feira à noite na Casa do Albergado de Várzea Grande para falar sobre os doze passos.

O convite foi feito pela REPARE, Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso, uma organização não governamental que tem por objetivo chamar atenção da sociedade civil para a questão prisional.

Sob a presidência do dr. Marcos Rondon Silva, atual segundo Subdefensor Geral, a a REPARE implantou desde o mês de Março um projeto junto a unidade cujo propósito é levar informações instrutivas aos que cumprem pena naquele estabelecimento.

Segundo a diretora do local, Gisele da Silva Araújo, o grupo Alcóolicos Anônimos já se instalou nas dependências da unidade realizando reuniões a cada 15 dias.

Depois da reunião dos Narcóticos Anônimos ocorrida nesta quarta feira os albergados pediram para que o grupo também viesse a fazer da rotina da casa, pois, muitos deles admitiram ter problemas com drogas.  

Segundo a Defensora Pública Tânia Regina de Matos, que atua junto a vara de execução penal da comarca, o lamentável episódio envolvendo nove albergados resultou na regressão de regime de todos eles.

Os que foram flagrados com pequena quantidade de entorpecentes poderão progredir de regime novamente após cumprir um sexto da pena, mas aqueles que foram acusados de tráfico responderão pela prática de novo crime. Se forem condenados terão que cumprir mais dois quintos da pena que será somada ao restante da outra que já vinha sendo cumprida.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O doente psiquiátrico


Assim que iniciei minha vida profissional em Cuiabá fui designado para administrar o Hospital Colônia de Alienados do Coxipó da Ponte. Era o único hospital existente no Estado, ainda não dividido, para atender pacientes de um território com mais de um milhão e duzentos mil quilômetros quadrados. Pelo nome oficial do hospital estadual, senti o preconceito com relação a esses pacientes, chamados de loucos. O hospital possuía apenas dois médicos, e ninguém sabia o número de internados. Era uma verdadeira prisão de seres humanos. Os pacientes em surtos psicóticos eram colocados em celas e acorrentados. Mais de 40 anos são passados desde aquela época. O Estado foi dividido e, mesmo com o seu território menor, a situação dos pacientes piorou. Além dos discursos, das promessas e das placas de inauguração, não vejo nenhuma providência concreta por parte do governo para minorar o sofrimento do doente psiquiátrico, família e amigos. O nosso Estado tem um déficit alarmante de psiquiatras, tanto no interior quanto na capital. Um atendimento mais humanitário a esses pacientes envolve investimentos em recursos humanos multidisciplinares e espaços físicos adequados. Sem esse binômio, é impossível falar em tratamento humanizado na saúde pública mental. Recentemente o presidente Obama fez uma reestruturação da saúde pública nos Estados Unidos para iniciar em 2014. Ele constatou que nos presídios americanos existem mais de meio milhão de pacientes psiquiátricos necessitando de ajuda. Com o fato agravante de que as instituições carcerárias não estão preparadas para esse atendimento. O caso do doente mental em nosso Estado é problema da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Os nossos loucos são ‘tratados‘ pior que os animais. Estes, pelo menos, têm associações atentas para quaisquer maus-tratos sofridos por eles. O louco só é lembrado quando, abandonado pelos órgãos públicos, sociedade, família, entra em crise psicótica e comete um ato chocante. Recentemente tivemos alguns casos por aqui. Esses doentes mentais foram conduzidos a um presídio sem as mínimas condições para prender sequer um assassino ‘normal‘, que dirá para entender o surto psicótico de um pobre ser humano desassistido. Em médio prazo não vejo nenhuma providência governamental para cumprir a Constituição Federal, que assegura saúde a todos, com medidas para, pelo menos, minorar esse sofrimento - que não é apenas do paciente, mas de toda a sociedade. Nossa preocupação no momento é com as obras atrasadas
da Copa do Mundo, e sem recursos financeiros para a sua conclusão. Faltam psiquiatras em Cuiabá, especialmente na rede pública de saúde. Sobram OSS e outras decorações estatísticas, para tentar encobrir o que vemos perambulando pelas ruas da cidade. Doentes correndo risco de morte e cidadãos sujeitos a serem vítimas de um surto psicótico. Pergunto: diante desse silêncio criminoso, a quem apelar? ‘Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

GABRIEL NOVIS NEVES É MÉDICO EM CUIABÁ E ESCREVE EM A GAZETA ÀS QUINTAS-FEIRAS. E-MAIL: BORBON@TERRA.COM.BR

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ENTIDADES SE UNEM PARA IMPLANTAR REDE DE ATENDIMENTO






Na tarde da última sexta feira (06) entidades se reuniram na sede da Fundação Nova Chance (FUNAC) a fim de conhecer o projeto de Rede de Atendimento Social ao Egresso e Albergado que deverá ser implantado em Várzea Grande.

O objetivo geral do projeto é criar uma rede de atenção intersetorial de atendimento ao egresso e ao albergado, que tenham endereço em Várzea Grande, cuja finalidade será intervir nos fatores de vulnerabilidade social que influenciam na reincidência e na vitimização criminal. A previsão é de que o projeto tenha prazo de um ano, podendo haver prorrogação caso as entidades parceiras assim o desejarem.

Colaborar na fiscalização do cumprimento das condições do SURSIS, do Livramento Condicional e da pena de prestação de serviços à comunidade, desenvolver projetos de pesquisa para obter dados reais sobre a situação da criminalidade visando diminuí-la  e propiciar a reintegração social dos egressos e albergados são alguns dos objetivos específicos.

Uma das ações bastante discutida foi como será o atendimento aos familiares dos egressos e albergados que buscarem os programas da Assistência Social do Município por meio dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) e do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) do Município de Várzea Grande.  A dúvida pairou se o serviço deverá ser setorizado a esse público ou não.

Sobre a orientação jurídica foi consenso que a Defensoria Pública será a Instituição mais adequada para prestá-la como já vem fazendo desde a sua instalação.

A reunião foi presidida por Neide Mendonça, diretora da FUNAC, órgão vinculado a SEJUDH (Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos) e contou com a presença do Juiz da execução penal de Várzea Grande, dr. Abel Balbino Guimarães, da Defensora Pública Tânia Regina de Matos e membro da REPARE, Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso e do tenente coronel Wilkerson Felizardo, além de profissionais da Prefeitura de Várzea Grande e do sistema prisional.  

O próximo passo será apresentar o projeto para o atual prefeito e transformá-lo num termo de cooperação técnica.  A intenção é assiná-lo no dia da Ressocialização, comemorado anualmente em 26 de Agosto.

A REPARE

A Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso, uma organização não governamental que tem entre seus membros a diretora da FUNAC e como presidente o dr. Marcos Rondon, atual segundo Subdefensor, implantou desde o mês de março deste ano um projeto junto à Casa do Albergado em Várzea Grande cujo propósito é levar informações instrutivas aos que cumprem pena naquela unidade.

No último sábado dia 07/07 os albergados assistiram a uma palestra sobre Promoção da Saúde Bocal com a dra. Fernanda Rondon, que atua junto ao Centro de Odontologia para Pacientes Especiais de Mato Grosso.